domingo, 10 de novembro de 2013

MARCHA DA FUZETA





Muito boa marcha. Organização impecável. Percurso muito agradável com a passagem habitual pela ecovia. Em suma, foi uma bela forma de passar uma manhã de domingo proporcionando ao nosso corpo o exercício físico tão necessário à manutenção de uma boa saúde. Foram 9,5 km de puro prazer.
Autocarros de Faro, Monchique, Aljezur, Vila do Bispo e Junta de Freguesia de Porches.
Restantes fotos AQUI.

sábado, 9 de novembro de 2013

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

UMA IDEIA A EXPLORAR

Colocar os nossos idosos nas cadeias, e os delinquente fechados nas casas dos velhos.  Desta maneira, os idosos passariam a ter vantagens que hoje não usufruem.
 Não teriam necessidade de fazer comida, fazer compras, lavar a loiça, arrumar a casa, lavar roupa etc. Teriam medicamentos e assistência médica regular e gratuita. Estariam permanentemente acompanhados. Teriam refeições quentes a horas. Não teriam que pagar renda pelo alojamento. Teriam direito a vigilância permanente por vídeo, pelo que receberiam assistência imediata em caso de acidente ou emergência. E sem pagar um tuste. As suas camas seriam mudadas duas vezes por semana, e a roupa lavada e passada com regularidade. Um guarda visitá-los-ia a cada 20 minutos e levar-lhes-ia a correspondência directamente em mão. Teriam um local para receberem a família ou outras visitas. Teriam acesso a uma biblioteca, sala de exercícios, terapia física e espiritual. Seriam encorajados a arranjar terapias ocupacionais adequadas, com formador, instalações e equipamento gratuitos. Ser-lhes-ia fornecido gratuitamente roupa e produtos de higiene pessoal. Teriam assistência jurídica gratuita. Viveriam numa habitação privada e segura, com um pátio para convívio e exercícios. Acesso a leitura, computador, televisão, rádio e chamadas telefónicas na rede fixa.
Teriam um secretariado de apoio, e ainda psicólogos, assistentes sociais, políticos, televisões, amnistia internacional, etc., disponíveis para escutarem as suas queixas. O secretariado e os guardas seriam obrigados a respeitar um rigoroso código de conduta, sob pena de serem duramente penalizados. Ser-lhes-iam reconhecidos todos os direitos humanos internacionalmente convencionados e subscritos por Portugal.
Por outro lado, nas casas dos idosos: Os delinquentes viveriam com 200 euros numa pequena habitação com obras feitas há mais de 50 anos. Teriam que confeccionar a sua comida e comê-la muitas vezes fria e fora de horas. Teriam que tratar da sua roupa. Viveriam sós e sem vigilância. Esquecer-se-iam de comer e de tomar os medicamentos e não teriam ninguém que os ajudasse. De vez em quando seriam vigarizados, assaltados ou até violados. Se morressem, poderiam ficar anos, até alguém os encontrar. As instituições e os políticos não lhes ligariam qualquer importância. Morreriam após anos à espera de uma consulta médica ou de uma operação cirúrgica. Não teriam ninguém a quem se queixar. Tomariam um banho de 15 em 15 dias, sujeitando-se a não haver água quente ou a caírem na banheira velha. Passariam frio no Inverno porque a pensão de 200 euros não chegaria para o aquecimento. O entretenimento diário consistiria em ver telenovelas e o Goucha na televisão. Digam lá se desta forma não haveria mais justiça para todos, e os contribuintes agradeceriam?

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

MARCHANDO E RINDO


Um grupo de amigos com 50 anos de idade discutia para escolher o restaurante onde iriam jantar. Finalmente decidiram-se pelo Restaurante Tropical, porque as empregadas eram jeitosas e usavam mini-saia e blusas muito decotadas.
10 anos mais tarde, aos 60 anos, o grupo reuniu novamente e mais uma vez discutiram para escolher o restaurante.
Decidiram-se pelo Restaurante Tropical, porque a comida era muito boa e havia uma excelente carta de vinhos.
10 anos mais tarde, aos 70 anos, o grupo reuniu novamente e mais uma vez discutiram para escolher o restaurante.
Decidiram-se pelo Restaurante Tropical, porque tinha uma rampa para cadeiras de rodas e até um pequeno elevador....
10 anos mais tarde, aos 80 anos, o grupo reuniu novamente e mais uma vez discutiram para escolher o restaurante.
Finalmente decidiram-se pelo Restaurante Tropical. Todos acharam que era uma grande ideia, porque nunca lá tinham ido...

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

PRÓXIMA MARCHA - FUZETA


Foi inicialmente conhecida por “Fozeta” (diminutivo de foz) devido ao facto de ali desaguar o denominado ribeiro do tronco. Deste facto deriva o nome actual da vila. Inicialmente era um aglomerado de cabanas onde os pescadores guardavam os utensílios ligados à pesca. É hoje uma vila com cerca de 1.900 habitantes, e com elevada utilização sazonal das habitações.
Ainda conserva muitas habitações características desta zona do Algarve, de forma cúbica, rematadas por açoteias e chaminés de balão.
Até 2010 existia um conjunto de casas de utilização não permanente na ilha da Fuzeta. Mas as tempestades do Inverno desse ano destruíram todo o casario, que se encontrava localizado numa zona com elevada vulnerabilidade a galgamentos. Na ilha, agora, existem apenas alguns snack-bares abertos no Verão.
A atividade principal continua a ser a pesca e os seus derivados, mas a proximidade das praias e da Ria tem levado ao aumento do sector turístico. O parque de campismo acolhe centenas de visitantes no Verão, tal como hotéis e residenciais que envolvem a vila.
Organização da marcha: Delegação da Cruz Vermelha da Fuzeta.
Concentração: Polidesportivo.
(Ao alto foto da marcha do ano passado).

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

MARCHANTE DA SEMANA

O nosso querido amigo João Valentim, de Olhão, com a sua máquina fotográfica. Se puderem vejam, também, as reportagens que ele faz das nossas marchas. É um brilhante defensor da sua terra, publicando na sua página de Facebook, diariamente, fotografias de locais de Olhão, que só ele, com o seu olho clínico, vê. Grande abraço, amigo João, que nunca a vista e as pernas lhe faltem, para o podermos ver por aqui, nas marchas.

domingo, 3 de novembro de 2013

MARCHA DE MARTINLONGO




Quem não foi nunca saberá o que perdeu. Logo na recepção perdeu um chá, bem quente, acompanhado por uma fatia de bolo da pastelaria de Giões. Depois perdeu mais uma bela marcha no Portugal profundo, selvagem e belo. O concelho de Alcoutim é uma beleza. Finalmente alguns ficaram por ali, como nós, e degustaram um opíparo almoço num restaurante local. Os lacobrigenses lá estavam em peso.
De destacar a presença de, à semelhança do ano anterior, um autocarro da vizinha Mértola pejado de gentes alegres e simpáticas. Do nosso Algarve estiveram presentes autocarros de Faro, Olhão, Lagos, S. Brás de Alportel e Junta de Freguesia de Porches.
Tenhamos esperança que, agora que já tomaram posse, os novos presidentes de Câmara olhem, com olhos de ver, para este movimento que, no meio deste vale de lágrimas, ainda traz alguma alegria e saúde às populações, e procedam de forma contrária a alguns dinossauros, que estavam "alapados" nos seus cadeirões autárquicos, disponibilizando transporte aos seus munícipes.
Restantes fotos AQUI.

sábado, 2 de novembro de 2013

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

MARCHANDO E RINDO


Um médico de Faro queria descansar um dia e aproveitar para pescar na ilha do Farol. Aproximou-se do seu assistente e disse-lhe:
- António, amanhã vou pescar e não quero fechar a clínica. Acha que consegue cuidar dela e de todos os pacientes?
- Sim, senhor - respondeu António.
O médico foi pescar e voltou no dia seguinte.
- Então, António, como correu o dia?
- Cuidei de três pacientes, doutor. O primeiro tinha uma dor de cabeça e dei-lhe paracetamol.
- Bravo, meu rapaz. E o segundo ? - perguntou o médico.
- O segundo teve uma indigestão e eu dei-lhe Guronsan- informou António.
- Bravo, bravo. Você é bom nisso. E o terceiro?
- Bom, doutor, eu estava sentado aqui e, de repente, abriu-se a porta e entrou uma linda mulher. Ela arrancou a roupa, despiu tudo, incluindo o sutiã e as cuequinhas. Depois deitou-se sobre a marquesa, abriu as pernas e gritou: "AJUDE-ME, pelo amor de Deus! Há cinco anos que eu não vejo homem!"
- Meu Deus, António, o que é que você fez?
- Eu pus-lhe gotas nos olhos, doutor.

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

PRÓXIMA MARCHA - MARTINLONGO

Martinlongo é uma freguesia do concelho de Alcoutim situada em pleno barrocal algarvio. É o outro Algarve, serrano, calmo, silencioso, sem o bulício do litoral turístico. Tem uma população de 1.030 habitantes para uma área de 128 km2 o que dá uma média de 8 habitantes/m2. Freguesia célebre pelo seu pão cozido em forno de lenha e pela oficina de bonecas “Flor da Agulha”. Ali se fabricam, artesanalmente, bonecas fabricadas numa base de arame enrolado e forrado a juta, com cabelo de linho e roupa de algodão. Há 36 bonecas diferentes e podem ser encontradas em lojas de artesanato (no Forum Algarve em Faro há uma loja que as vende).
Por aquelas serranias pastoreiam-se ovelhas e cabras, mas também deambulam por ali, javalis, raposas, coelhas e saca-rabos. Pelo ar voam andorinhas das rochas, papa-figos, pegas azuis, guarda-rios, pica paus e borrelhos de coleira.
Enfim, é sempre um prazer visitar o interior algarvio e especialmente o concelho de Alcoutim.
Marcha organizada pela Câmara Municipal e concentração na Piscina Municipal.

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

MARCHANTES DA SEMANA

São o Ghenadie, a Viorica e a Tatiana. Naturais da Moldávia, residentes em Portugal, aqui no paraíso algarvio, falam português correctamente e são de uma simpatia transbordante. Prometeram continuar a marchar connosco, em jornadas futuras, e trazer com eles o marido da Viorica que terá de substituir a cana de pesca pelas sapatilhas.

domingo, 27 de outubro de 2013

MARCHA DE BENAFIM




O Sport Club de Benafim está de parabéns (na pessoa do seu presidente, o César e do divertido e impagável Deni) pela excelente organização e simpática recepção. A falta de patrocínio das águas obrigou o club a despender verbas inesperadas e estes custos, não previstos, têm reflexos nas finanças de um club, naturalmente pobre, do interior algarvio. Obrigado pelo esforço que permitiu a que todos tivessem a sua garrafa de água. As chuvas recentes obrigaram a que fosse alterado o percurso, mas a beleza deste não ficou atrás do que recordávamos do ano passado.
A reduzida presença de autocarros (Faro e Monchique) não impediu que mais de 400 marchantes apreciassem a beleza da paisagem local.
Agora que os senhores presidentes de Câmara já tomaram posse, esperamos que uma das suas prioridades seja uma atenção especial a este assunto. Vamos estar atentos.
Restantes fotografias AQUI.

sábado, 26 de outubro de 2013

PENSAMENTO DO DIA


Aquele que é capaz de sorrir quando tudo lhe corre mal…é porque já pensou a quem vai atirar as culpas.

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

MUDANÇA DA HORA

O horário de inverno, em 2013, tem início no dia 27 de outubro (domingo).
No último domingo do mês de outubro deve atrasar o relógio 60 minutos às 02h00 (Continente e Madeira) e 01h00 (Açores), para entrar em vigor o horário de Inverno.
Assim, às 02h00 de 27 de outubro passam a ser 01h00 em Portugal Continental e Madeira. Às 01h00 nos Açores, passam a ser 00h00.
A mudança de hora, prevista numa diretiva comunitária, decorre em toda a União Europeia no último domingo do mês de outubro, tornando assim este o dia mais longo do ano, com 25 horas.
Este horário termina no último domingo do mês de março do ano seguinte, dia em que o relógio deve ser adiantado 60 minutos, dando início ao horário de Verão.
Assim, para a marcha de Benafim, beneficiaremos de mais uma hora de sono.

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

LATIM, LÍNGUA MARAVILHOSA


O vocábulo "maestro" vem do latim "magister" e este, por sua vez, do advérbio "magis" que significa "mais" ou "mais que".
Na antiga Roma o "magister" era o que estava acima dos restantes, pelos seus conhecimentos e habilitações.
Por exemplo, um "Magister equitum" era um Chefe de cavalaria, e um "Magister Militum" era um Chefe Militar.
 Já o vocábulo "ministro" vem do latim "minister" e este, por sua vez, do advérbio "minus" que significa "menos" ou "menos que".
Na antiga Roma o "minister" era o servente ou o subordinado que apenas tinha habilidades ou era jeitoso.

COMO SE VÊ, O LATIM EXPLICA A RAZÃO POR QUE QUALQUER IMBECIL PODE SER MINISTRO ... MAS NÃO PODE SER MAESTRO.

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

PRÓXIMA MARCHA - BENAFIM

Uma visita a Benafim, freguesia do barrocal do concelho de Loulé, é sempre sumamente agradável. As paisagens tipicamente serranas, o outro Algarve, as gentes puras do interior, são factores que contribuem para que estas visitas, que as marchas proporcionam, sejam sempre bem vindas. Observe-se, ao longe, ou visite-se a famosa Rocha da Pena, um afloramento rochoso com 479 m de altitude, habitat de algumas espécies de pequenos mamíferos (saca-rabos, texugos, raposas, ouriços, lebres, coelhos) e de aves que ali nidificam (águia de Bonelli, águia de asa redonda, mocho real, o peneireiro, o milhafre).
Já percorremos toda a Rocha da Pena pelo percurso pedestre demarcado e podemos garantir que é um passeio muito agradável. 
Falta acrescentar que esta marcha é organizada pelo Sport Clube de Benafim, pelo Centro Comunitário e pela Junta de Freguesia. Concentração no local habitual, junto à sede do Clube, logo à entrada para quem vem de Loulé. Fiquemos com a lenda, ou talvez não, da história da terra de Aben-Afan, retirada do sítio da Junta de Freguesia:

História ou lenda de Benafim

Ano de Graça de 1240...Aben-Afan, Cônsul do Império Árabe em Xelb (Silves), constrói no coração do Algarve um palácio luxuoso , ninho d´amores passageiros... Apaixona-se então por D.Branca, filha de Afonso III e senhora de Lorvão , cuja imagem formosíssima se materializou perante o nosso Cônsul maravilhado, através das magias sugestivas da fada Alina. Louco de paixão, Aben-Afan resolve raptar a sua formosa cristã, levando-a para o seu palácio encantado escondido nos olivais do Barrocal. Diante dos ramos de murta e de louro - o primeiro, símbolo de amor, o segundo de glória militar - o fogoso Cônsul escolhe a murta...
Isolados do resto do mundo, os dois amantes gozam em plena liberdade, a embriaguez da paixão. Mil promessas, mil beijos! Cavalgadas do nascer ao pôr-do-sol, naquelas colinas ainda virgens, perfumadas pelo alecrim e pelo tomilho, as pedras ainda se recordam daquelas silhuetas irreais montadas em cavalos brancos, percorrendo as várzeas floridas, cristalizando-se numa eterna Primavera... Mas, como todas as paixões, o ramo de murta começa a murchar, depressa chega o tédio e o arrependimento.
Afonso III corre à conquista dos Algarves e, quebrando o encanto, na noite de S.João, Aben-Afan vai defender Silves combatendo valentemente com Mestre Sant´Iago e D.Paio Peres Correia. Aben-Afan acaba por morrer à porta da Azóia...Eis o enredo do poema épico de Almeida Garett, Dona Branca escrito no seu exílio em França, parte no Havre e parte em Paris, entre 1824 e 1825.
Garett faz entrar a história num âmbito literário , mas será que a existência do romântico Aben-Afam é pura ficção?
Em 1906, o Dr. Juiz Francisco Xavier Athaíde Oliveira escreve na sua Monografia do Concelho de Loulé: "Dentro desta Freguesia (Alte) há duas aldeias chamadas Benafim Grande e Benafim Pequeno. Parece que aquela é de origem árabe e nos tempos em que em Silves habitavam os reis Mouros, a casa de campo do Rei Aben-Afan, restos de monumentos têm sido encontrados na sua área e de fácil reconhecimento, seria o seu nome, Aben-Afan, Aben-Afim Benafim..."
Sabemos que grande parte dos nomes das aldeias e vilas do Algarve são de origem árabe, em Benafim existem histórias populares que vêm reforçar a teoria de Dr. Athaide Oliveira, e nas quais ele provavelmente se baseou. Em relação aos "restos de monumentos", nestes últimos anos, ao longo dos passeios e pesquisas que efectuei, só ou acompanhado por pessoas entendidas, localizei mais de uma dezena de estações arqueológicas de várias épocas em Benafim e arredores. O castelo de Salir vem realçar a importância da ocupação árabe nesta região do Algarve. A descoberta de muitos sítios que marcaram a história da humanidade, teve frequentemente como ponto de partida, escritos considerados mais ou menos fantasiosos pelos cientistas (A Bíblia, Ilíada etc...) A Ilíada, poema escrito pelo não menos lendário Homero por volta de 725 A.C., conta-nos a história de um cerco feito a uma cidade, Troia, pelo exército grego em 1220 A.C.
Nos finais do Século XIX, um erudito alemão, Heinrich Schliemann, baseando-se em histórias locais e na Ilíada provou a existência de Troia na Turquia Ocidental, exactamente onde Homero a localizava no seu poema. A fantasia tornara-se realidade...
Espero que nos próximos anos, com o apoio das entidades adequadas e sobretudo com o apoio de todos vós que vivem nesta Freguesia, trazer à luz o passado talvez glorioso, de uma aldeia que hoje é completamente esquecida.
O conhecimento das nossas origens é fundamental na compreensão de quem somos, um povo sem história, é um povo sem identidade, incompleto, uma criança sem pais.
Mito ou realidade, a figura lendária do Príncipe Aben-Afan paira nas memórias de Benafim...

VICTOR BORGES