


Albufeira, terra mártir, em que o primeiro dia de Novembro se transformou em miserável castigador de hipotético pecado, como se os finados, que nesse dia homenageávamos, se vingassem de qualquer inexistente malfeitoria, deixando a "Vila Branca em Mar Azul" num estado caótico, terra da minha juventude, onde vivi dos melhores tempos da minha vida, onde deixei dezenas de amigos que ainda hoje encontro com enorme emoção, terra que me fez verter lágrimas amargas nesse famigerado dia de finados, foi nesta cidade que hoje marchámos. A organização fez questão de nos mostrar o que esta gente valorosa, fez em tão curto espaço de tempo. Do cataclismo horroroso quase nada resta. Centenas de heróis, voluntários, com um sorriso nos lábios, eliminaram os vestígios da intempérie, libertando a cidade das lamas que a desfiguraram. Hoje acredita-se que os residentes se erguerão completamente das cinzas, e Albufeira, a minha querida Albufeira, será aquilo que sempre foi, uma das mais belas cidades do mundo, como disse o João Espada no almoço de natal que a seguir a esta marcha decorreu no Inatel e que mencionaremos em publicação a seguir.
Estiveram nesta marcha 950 corredores/marchantes, alguns transportados em autocarros de Faro, Olhão, Monchique, Aljezur, Vila do Bispo, Loulé (2), Vila Real de Sto António (autocarro alugado pela autarquia), Junta de Freguesia de Porches e Universidade do Algarve.
Foram mobilizados 28 alunos da Escola Secundária, 8 funcionários da Câmara Municipal, 38 elementos do BTT, o aquecimento a cargo da alegre, divertida e competente Sandra Gabadinho. Este enorme staff proporcionou-nos uma irrepreensível marcha.