sexta-feira, 13 de setembro de 2019

CORRIDAS À 6ª FEIRA - MONTE FRANCISCO - 13-09-2019

Sexta-feira, dia 13. Hum! dia, que para muitos é de má sorte. O 13 é o número do azar, a sexta-feira o dia em que o JC foi crucificado, de azar também, pelo menos para ele. O dilúvio universal aconteceu numa sexta-feira, segundo a tradição judaica. Os tarólogos dizem que a carta 13 representa a morte, talvez devido aos egípcios, que dividiam a vida em 12 estágios sendo que o 13º estágio representava a vida eterna, ou seja, a morte.  Há pessoas que acreditam que não se devem constituir mesas com 13 pessoas, porque dizem elas a mais velha morre a seguir. Mas esta superstição deriva, inocentemente, dos serviços de loiça terem normalmente 12 copos, 12 pratos e, com uma 13ª pessoa à mesa torna-se difícil a harmonia, ou então reportam-se à última ceia em que Jesus se reuniu com os seus 12 apóstolos, com 13 pessoas à mesa, sendo uma delas o traidor, Judas. Jesus morreu crucificado no dia seguinte.
Juntando os dois azares, do 13 e da sexta-feira, aí temos o supra-sumo total do azar. Sabiam que o horror que alguns, felizmente muito poucos, têm ao número 13 se chama triscaidecafobia? E que a fobia à sexta-feira 13 se chama parascavedecatriafobia? E esta heim! O que a net nos ensina!
A visita ao Campesino Recreativo Futebol Clube trouxe algum azar? Nadinha de nada. O Campesino, sedeado numa pequena localidade, dá cartas às grandes localidades, pela sua bela sede social, pela dinâmica, pelos eventos que organiza. O Campesino organiza bailes, ginástica, aulas de pintura, corridas de carinhos de rolamentos, festas para emigrantes e agora uma marcha nocturna, com a participação, pela 3ª vez, do Corridas à 6ª Feira.
Foi uma corrida muito bem esgalhada, sem incidentes, provando que as tretas do azar das sextas feiras dia 13, não passam disso mesmo, tretas.
Monte Francisco fica longe do grande centrão, paredes meias com Espanha, mas vale a pena a deslocação. O Campesino merece a comparência (hoje eram 73) e só lá vai quem quer e quem gosta destes eventos nocturnos, um hábito arreigado em muitos, o tal núcleo duro, que mantém o Corridas activo e que o empurra para a manutenção por muitos mais anos. E nós com dias 13, ou outros quaisquer, por aqui andaremos se a tanto nos "ajudar engenho e arte", em linguagem vulgar, os anos e os joelhos.
As fotos estão AQUI.

MARCHA/CORRIDA DE ALBUFEIRA - 22-09-2019

Marcha e Corrida Never Ending Summer Marina de Albufeira

"A 2ª Corrida – Marcha NESMA é agora prova oficial do IPDJ.
Sobre um espectacular percurso, irá percorrer as arribas junto ao mar e uma magnifica vista sobre a Marina de Albufeira, chegando pelo sul e contornando o espelho de água.

Com partida pelas 10:00 do dia 22 de Setembro, Domingo, contará com 2 percursos, um de 7 e outro de 11 Km.
O ponto de encontro será no topo nascente do espelho de água.

T-shirts garantidas para os primeiros 500 participantes, abastecimentos durante o percurso e muitas outras ofertas.

Trás os amigos e a família, e vem participar gratuitamente nesta prova épica".


Obs: Ao contrário do que diz o cartaz acima, a partida deverá ser dada às 10H00, tal como determinado pelo IPDJ.

quinta-feira, 12 de setembro de 2019

quarta-feira, 11 de setembro de 2019

FARO, PEGADAS À 4ª FEIRA - 11-09-2019


Enquanto o "chefe" António levantou voo e pousou nas Balcãs, os sedentários Pegadas foram dar a volta ao aeroporto, "ver os aviões levantar voo, a rasgar as nuvens, rasgar o céu". Esta foi a forma e a herança, deixada pelo líder, para nos sentirmos ou para ele se sentir mais perto de nós. Está longe, mas o cheirinho do aeroporto, o ruído dos levantamentos e das aterragens, é uma forma de ligação entre quem ficou e quem abalou. 
Foi uma marcha/corrida normal, com 152 presenças, sem incidentes, com a habitual boa disposição e salutar prática do exercício físico, em nome de quem não está esquecido, mas que merece estar a conhecer outras paragens e outras gentes. Fica bem António, passeia, diverte-te, nós por cá:
Espero(amos) a tua vinda
a tua vinda,
em dia de lua cheia.
Debruço-me sobre a noite
a ver a lua a crescer, a crescer...
Espero o momento da chegada
com os cansaços e os ardores de todas as chegadas...

(Fernando Namora)
As fotos de hoje estão no local habitual "cá aqui".

HOMENAGEM AO JOSÉ MARIA - 10-09-2019

Um grupo de amigos resolveu, em Boliqueime, numas caminhadas que agora surgiram às terças feiras, homenagear o Zé Maria. Nós que conhecemos o Zé Maria há muito tempo,  também fomos até Boliqueime e também o queremos homenagear, recordando uma crónica no extinto jornal O Algarve. Na altura o Zé Maria tinha 79 anos, agora tem 89, mas o que ficou escrito naquela altura, poderia ter sido escrito hoje. Recordaremos daqui a 10 anos novamente este texto se por cá ainda andarmos. O Zé Maria andará de certeza.  
Uma referência especial ao José Maria Casanova e ao Sérgio Sousa os obreiros desta justa homenagem. Ao lado as fotos do José Maria, com 79 e agora com 89 anos.

O QUERUBIM MARCHANTE
"O querubim é um ser bíblico, sobrenatural. O querubim, ser alado, angelical, frequentador ilógico da nossa imaginação, não pertence a este mundo. Tal como na sociedade em que vivemos também no céu há castas, ocupando o querubim, na hierarquia celeste, um lugar imediatamente abaixo do serafim e acima do arcanjo. Esta breve explicação, um pouco esotérica, permite-nos apresentar o marchante que, no nosso pelotão, mais se assemelha a um querubim. O seu aspecto diáfano e etéreo, simultaneamente alegre e folgazão, insinua no nosso subconsciente um efeito subliminar, deixando-nos o doce travo de um conhecimento antigo. E, com esforço, apelando ao mais recôndito da nossa memória, recordar-nos-emos dessa imagem bíblica, em tempos vislumbrada nalguma leitura mais mística, retratando nele um desses seres fantásticos e angélicos. Falta-lhe as asas, é certo, mas sobra-lhe o ar seráfico, o sorriso bondoso, constante, a alegria contagiante, a simpatia natural e a ... fita, ah! aquela fita que lhe rodeia a cabeça, qual auréola angelical, disciplinando-lhe os alvos cabelos que ainda embelezam, em quantidade apreciável, o seu celestial escalpe.
Homem fisicamente apto para a superação de qualquer obstáculo, arranca sempre na cabeça da marcha. Imprime um ritmo estonteante, provocando, logo na partida, um estiramento na extensa coluna que o precede. Quem quiser falar com ele, tem de aproveitar o antes ou o depois, porque durante a caminhada ele não está visível. Já lá foi, já desapareceu na primeira curva do caminho, deixando, como sinais da sua meteórica passagem, não "os traços miniaturais duns pezitos de criança", como diria Augusto Gil, mas as marcas, bem visíveis, das suas sapatilhas, impressas na poeira do caminho, marcas firmes, poderosas, que não sugerem dificuldades no vencimento das distâncias.
E quando chove? Quando a fúria dos elementos se encarniçam contra os marchantes? O nosso atlético querubim, sempre de calções e tshirt, sem qualquer protecção, indiferente ao frio e às intempéries, transfigura-se numa simbiose entre Eolo, o deus dos ventos, e Vulcano, o deus do fogo. "Cesse tudo o que a antiga musa canta, que outro valor mais alto se levanta", diria Camões, se colocado na presença do nosso herói. E a nós, mortais comuns, só nos resta a incrível sensação, de que ele passa através da chuva sem se molhar, que os ventos se desviam, temerosos, e que dele emana o poder de fazer chover, o poder de domesticar relâmpagos e trovões.
O Zé Maria tem a idade certa dos homens de idade incerta.
O Zé Maria, essa mágica força da natureza, tem 79 anos.
(Jorge Lopes)
As fotos de hoje estão AQUI.

domingo, 8 de setembro de 2019

MARCHA DO CARVOEIRO - 08-09-2019


Pela primeira vez desde que tenho memória das nossas marchas, já lá vão 26 anos (elas têm 33 anos), nunca iniciámos o calendário em data tão cedo. É um reflexo da pujança do programa. As candidaturas excedem os domingos disponíveis, de tal forma que houve a necessidade de começar mais cedo e acabar a 28 de Junho, em Loulé, ficando pelo meio 8 jornadas duplas, num total de 51 marchas (incluindo nocturnas). 
A marcha ainda em tempo de férias, praia e águas quentes, teve a frequência possível, cerca de 200 pessoas, mas foi muito interessante, que pelo local de concentração, uma das mais belas praias de Portugal, quer pelo percurso citadino, que se justifica por ser a primeira do calendário e não convinha grandes alardes de dificuldade.
Organização da Câmara Municipal de Lagoa muito boa, marcações perfeitas. 
A presença do Presidente da Câmara, Luis Encarnação e do Director Regional do IPDJ, Custódio Moreno, vieram abrir o calendário, com brilhantismo. 
Presentes, hoje, autocarros do anfitrião Lagoa e de Monchique.
Fotos AQUI.

sexta-feira, 6 de setembro de 2019

CORRIDAS À 6ª FEIRA - AEROPORTO/LUDO - 06-09-2019

O aeroporto de Faro foi inaugurado em 1965, o Ludo não foi inaugurado, apareceu ali por obra e graça da criação do mundo, seja ele criado por um qualquer Big Bang, ou por um ser sobrenatural segundo as teorias criacionistas, ou que foi evoluindo segundo os evolucionistas. Que se lixem as teorias, a realidade é que existe e está aqui a 4km de Faro. O aeroporto é obra do homem, o homem é obra de quem? Com tanta cabecinha pensante ainda ninguém arranjou uma explicação capaz mais esclarecedora do que a básica: junta-se um homem com uma mulher, fazem uma visita aos pinhais do Ludo e 9 meses depois aparece mais um homem ou uma mulher. Isto é que é o verdadeiro criacionismo e é assim que os algarvios se multiplicam e enchem o Algarve de uma nova raça, que nenhum aprendiz de Hitler seria capaz de exterminar, os Ludianos em oposição aos outros, os Lusitanos, estes sem o cheiro a maresia, com cheiro a urzes e estevas. 
Se o Ludo falasse, muitos filmes se fariam, muitas histórias haveria de contar. Mas o Ludo não fala, o Ludo visita-se, o Ludo espanta-nos, o Ludo é visita permanente da Ria Formosa. No Ludo passam visitantes, a pé ou de bicicleta, nos sapais habitam peixes, nos caniçais vivem aves raras, passam por ali, de passagem, aves migradoras. O Ludo é dos mais belos sítios para visitar, parando aqui e ali, mirando a avifauna, fotografando e respirando a ar puro da Ria Formosa. 
Como diriam as redacções dos meninos, pouco imaginativos, das escolas de outros tempos: eu gosto muito do Ludo.
Na 4ª Feira o Pegadas andou por ali. Hoje foi o Corridas. Que queremos mais? Que dizer da caminhada/corrida desta noite? Faro é Faro e o Ludo é Faro e Loulé e mesmo com Festival F estiveram no Ludo 182 corredores/marchantes que não semearam qualquer semente, em prol do enchimento da humanidade, mas fizeram exercício físico. Bem bom.
E aqui fica uma crónica demente, por falta de sanidade, por excesso de vetustez. Aguentem ou então desistam de vir aqui, lugar onde nada se aprende.
As fotos estão AQUI.

quarta-feira, 4 de setembro de 2019

FARO, PEGADAS À 4ª FEIRA - O LUDO - 04-09-2019

O aeroporto e o Ludo, sintetizam em pleno aquilo que, em tempos, chamámos de grande centrão. É nesta zona, pela sua equidistância em relação a todo o Algarve, que se conseguem as maiores frequências de participantes. O Pegadas que o diga (hoje foram 195) e o próximo evento do Corridas à 6ª Feira também o dirá depois de amanhã. Aliar o centro algarvio a uma beleza paisagística enorme não se consegue em muitos locais. O Pegadas tem essa facilidade em poder andar pelo Ludo, penetrando no concelho de Loulé que começa poucos metros a seguir ao portão, o tal portão mencionado no cartaz político à entrada do Ludo (diz o António que ou há portão ou há aquele famoso tronco de árvore, os dois serão como usar cinto e suspensórios), pela mata das Gambelas, pela baixa da cidade e pela original Malvada. O António Santos lá vai diversificando, saltitando entre os arredores e a cidade, concentrando a maltosa em locais nunca dantes imaginados, o Fórum, o Centro Hípico, a Moto Malta, a Universidade, o largo da ilha, animando a malta, realizando eventos interessantes nem sempre originais, porque tal não é possível, mas sempre animados. Hoje foi mais um até à Casa do Lago, um misto de alcatrão e terra batida, de casas senhoriais, campo, relvado do campo de golfe, marginando a ria com a ilha de Faro ao fundo. Que mais queremos? Onde encontraríamos melhor paisagem? O Algarve é muito belo, mas esta zona da Praia de Faro é a mais bela. 
As fots estão AQUI.

segunda-feira, 2 de setembro de 2019

PRIMEIRA MARCHA DO CALENDÁRIO REGIONAL DO IPDJ - CARVOEIRO - 08-09-2019

A primeira marcha/corrida do calendário regional para a época 2019/2020 aí está.
Organização - Câmara Municipal de Lagoa
Concentração - Largo da Praia do Carvoeiro.
Partida às 10H00
Que melhor local poderíamos encontrar para o início da nova época? 
Carvoeiro é uma das localidades mais típicas e belas do nosso Algarve e merece, inteiramente, que seja distinguida pela inauguração do calendário. 
Este ano vamos ter mais marchas/corrida, mais jornadas duplas. As candidaturas excedem largamente os domingos disponíveis e o IPDJ teve de antecipar a abertura, que nunca foi tão cedo, e retardar o encerramento. 
A pujança deste programa é factor de garantia da sua continuidade. Já são 33 anos de existência e serão, certamente, muitos mais. 
Os calendários para esta época devem começar a ser distribuídos no Carvoeiro e terão um novo formato muitos mais apelativo.
Obrigado IPDJ

sábado, 31 de agosto de 2019

CORRIDAS À 6ª FEIRA/LET´S GO RUN - CORRIDA BRANCA - 30-08-2019

Mais um mega evento da parceria Corridas à 6ª Feira/Let´s Go Run. Em vésperas da Noite Branca, em Loulé, o pontapé de saída foi no Aquashow. Aliado ao exercício físico, principal razão da existência do Corridas à 6ª Feira, há o chamariz da utilização da piscina de ondas do parque. Os eventos da Let´s Go Run têm sempre um incentivo paralelo ao objectivo principal. Umas vezes o Zoomarine, outras o campo de golfe, a piscina, o brilho dos adereços, a distribuição de camisolas, o halloween. 
Façamos, com propriedade ou talvez não, algumas reflexões sobre este tipo de eventos e sobre as motivações que levam as pessoas a comparecer. Eles têm como finalidade atrair pessoas para o exercício físico, ou simplesmente são divertimentos mais ou menos conseguidos, mais ou menos apelativos? Será que, por cada mega evento, se conquistam alguns para os outros eventos, ditos normais, das 6ªs feiras ou de outros grupos informais? As pessoas movem-se pelos extras que a organização põe à sua disposição? Porque é que as sextas feiras, ditas normais, têm uma frequência muito abaixo dos mega eventos? Porque é que nos mega vemos caras que nunca mais vemos nos normais? Porque é que muitos dos presentes ficam nos locais de partida, à espera da abertura da piscina, outros que partem para suas casas depois da exibição dos golfinhos, outros que só aparecem quando há camisolas para distribuir e muitos que só marcham no percurso porque têm a curiosidade de ver o caixão e o esqueleto do Halloween? 
Entretanto, nas sextas feiras normais, são sempre os mesmos que aparecem, de tal forma que se constituiu um núcleo de amantes das caminhadas, indiferentes aos Zoomarine e Aquashow, cuja preocupação com as camisolas é nula, e em que a sua presença é motivada, simplesmente, pela salutar prática do exercício físico. São esses que mantêm o grupo em actividade, são esses que, no boca a boca, trazem mais alguns aos eventos sem lhes acenarem com camisolas, espectáculos ou outras ofertas. Nós, que nos batemos, desde a formação deste blog, pela promoção do exercício físico, ficamos algo frustados porque o esforço despendido pela organização, com mobilização de grandes meios e pessoas, que se voluntariam, gratuitamente, na marcação do percurso, na recepção, na colocação em cruzamentos, na chegada, só é reconhecido pelos habituais frequentadores do Corridas, os tais, os habitués. Os outros, que só aparecem porque há incentivos extra, que não a prática de exercício físico e que são quem mais reclama (ontem isso aconteceu), não merecem o esforço de tantos, porque esse esforço é visto como uma obrigação e nem percebem que lhes está a ser fornecido uma noite diferente e de forma gratuita. Fica a intenção da Let´s Go Run. Fica a publicidade ao exercício físico. Fica a satisfação de terem conseguido realizar mais uma corrida/espectáculo. Fica a constatação da presença de muitas dezenas de crianças e jovens (a escolha da foto acima não é inocente) e pode ser que este evento lhes incuta o gosto pela prática do exercício. Mas também fica a constatação das muitas dezenas que ficaram no parque (há fotos que o provam), voltando costas à caminhada. Pode ser que alguns, os que caminharam, se convençam em aparecer mais vezes. Fica a nossa opinião, sujeita, como todas, à duvida e à contestação.
Sobre o evento de hoje que há a dizer? Houve camisolas brancas, houve piscina de ondas, houve decoração exterior e interior e houve o mais importante, a marcha/corrida e esta última vertente foi a que mais interessou e aqui a contribuição, gratuita, dos voluntários foi fundamental. Parabéns a eles, aos individuais e ao Bolis Walk & Run, que teima e bem em não se extinguir.
As fotos estão AQUI.

quinta-feira, 29 de agosto de 2019

FARO, PEGADAS À 4ª FEIRA - TRAIL CURTO À TORRE DE PISA - 28-08-2019

A Torre de Pisa, a inclinada, a que recebe, diariamente, milhares de visitantes, a que é uma preocupação constante dos italianos, receosos de perderem aquela fonte de divisas, merece toda a atenção pelo que representa, como monumento belíssimo, que teima em se inclinar perigosamente. Diz a física que um objecto se mantém em equilíbrio se a vertical do centro de gravidade cair na base de sustentação. A Torre de Pisa cairia se continuasse sem uma intervenção drástica. Ela ocorreu de 1990 até 2001, introduzindo uma placas de chumbo no terreno e, dizem os especialistas, garantindo a sua sustentabilidade por mais 200 anos. 
Por curiosidade e depois de uma pesquisa pela internet, descobrimos que há um edifício em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos, denominado "Capital Gate” que é mais inclinado que a Torre de Pisa e é o mais inclinado do mundo. Mas este não cai porque a sua inclinação foi propositada.

Ora a nossa Torre de Pisa, descoberta pelo António Santos, vai cair um dia. A invejosa já se inclina como a de Pisa, mas a pobretanas não merece qualquer intervenção e muito menos a visita de turistas curiosos. Não fossem os Pegadas e a nossa torre permaneceria incógnita dos algarvios. Vê-mo-la da nacional 125, não lhe dedicamos 2º olhar, ficamos indiferentes à sua inclinação e caia ou não caia, que se lixe, não vive lá ninguém, é simplesmente uma chaminé que vomitava fumo quando algo se cozia na sua base. 
A construção da Torre de Pisa começou em 1173. A nossa chaminé, não sabemos quando, nem interessa. Uma é Património Mundial da Humanidade, a outra não é nada. Uma é revestida em mármore branco, a outra é em tijolo burro. Nós gostamos pouco da nossa, os italianos gostam muito da deles. 
António Santos, que tal organizar uma escapadinha até Pisa, para visitarmos o Campo dei Miracoli onde se situa a catedral e a famigerada Torre? 
A marcha/corrida de hoje foi de uma beleza já habitual, neste que é o maior grupo informal localizado numa localidade, uma marcha interessante pelo meio dos pinheiros e eucaliptos, num traçado classificado de 1.000 estrelas pela Arminda que é uma frequentadora assídua de muitos grupos e sabe do que fala.
Falta acrescentar que participaram 134 corredores/marchantes, um pouco menos do que o habitual por razões que desconhecemos.
As fotos estão AQUI.

sábado, 24 de agosto de 2019

CORRIDAS À 6ª FEIRA - ALTE - 23-08-2019

Uma prestação do Eduardo, para os amigos Edu, em prol do Corridas à 6ª Feira, numa estreia em localidade onde ainda o grupo nunca esteve.
Melhor local de partida não é possível encontrar. A Fonte Grande é um local de visita obrigatória para quem vem a Alte, uma das "Aldeias Mais Portuguesas de Portugal", vencida por Monsanto num já longínquo 1938, num estranho concurso promovido pelo Botas de Santa Comba. Alte não ganhou o concurso mas ele deu-lhe fama e ainda hoje é uma das aldeias mais belas e melhor conservadas do Algarve.
O Edu, homem de antes quebrar que torcer, apesar da limitação na sua locomoção, provocada por um acidente que quase lhe roubou a vida, meteu-se a brios e proporcionou esta visita a Alte. O Edu aparece muitas vezes no Corridas, normalmente acompanhado pela sua fabulosa filha, que o ajuda a transpor alguns obstáculos mais difíceis. O Edu é uma figura digna de ser apreciada, pela autonomia que consegue (já o temos visto em Loulé a servir-se das repartições oficiais sem qualquer ajuda), pelo esforço de uma sobrevivência normal, pelo bar que alimenta, o Olho de Boi, exactamente na Fonte Grande e onde vamos sempre tomar o nosso café, ou uma mini, quando vamos a Alte e são muitas essas vezes, visto que por ali temos alguns amigos. O Edu idealizou e marcou, com a ajuda da sua filha e até à 1 da manhã, um percurso interessante e que esteve a contento dos 144 campeões que não se importaram de ir até à fronteira do barrocal com a serra algarvia. Foi uma mistura de terra batida, alcatrão, passagem por Benafim Pequeno e regresso à Fonte Grande.
Alte é a terra do poeta Cândido Guerreiro e na Fonte Pequena há inúmeros azulejos com poemas seus que homenageiam a sua terra natal. Salientemos este:
Porque nasci ao pé de quatro montes
Por onde as águas passam a cantar
As canções dos moinhos e das fontes
Ensinaram-me as águas a falar.
Se voltarem a Alte durante o dia, visitem a Igreja Matriz e a queda do Vigário. A Fonte Pequena e a Fonte Grande já foram visitadas hoje.
No evento de hoje a ajuda foi dada por quem? Pois quem haveria de ser? O Osvaldo e a sua Rosinha, o Rui e a sua Filomenazinha, a Cristina e o Jacinto. São estes os voluntários excelentíssimos de hoje. Os parabéns de hoje vão para eles e claro para o enorme Edu e sua filha Daniela. 
Um agradecimento especial à Junta de Freguesia, pelas águas, música e iluminação do local.
Fotos AQUI.

quarta-feira, 21 de agosto de 2019

FARO, PEGADAS À 4ª FEIRA - DUREZA 21 PELOS TRILHOS DO ASSOBIO - 21-08-2019

Há quem diga que os homens têm, nos seus conciliábulos machistas, três interesses que, regularmente, ou sempre, vêm à baila: o futebol, as suas performances horizontais passadas ou actuais e a tropa. Em qualquer destes meios de conversa e especialmente no segundo, mentem, cegam no primeiro e exageram no último. Neste blog, que não é cego, nunca falamos de futebol, nem de qualquer performance atlética em posições pouco consentâneas e também, para não mentirmos, nem seria lógico que o fizéssemos dada a faixa etária dos 0 aos 100 anos que nos lêem. Mas por vezes lá vem o raio da tropa, onde se marchava e corria, tentando ilustrar algo que correu bem ou menos bem. O António Santos apelidou o evento desta noite de "Dureza 21 pelo trilho do assobio". Será que ele, que também caminhou ao som dos tiros e debaixo do cheiro da pólvora, se referia a um exercício de 4 dias e 3 noites, que os meninos sádicos dos Rangers inventaram, ou copiaram dos americanos, que denominavam de Dureza 11? Segundo aqueles gloriosos tempos que também vivemos, ou sobrevivemos, aquela designação derivava da escala de Mohs, a tal que qualifica a dureza dos minerais, segundo a qual o mineral mais duro que existe é o diamante, que tem a dureza 10. O tal exercício de 4 dias tinha a dureza 11, portanto era mais duro que o diamante. O António foi mais longe, arranjou uma dureza 21. Oh! António, não é caso para tanto. Os diamantes bastavam, porque hoje estiveram ali 189 já lapidados e preparados para tudo sem necessidade de um estágio em Lamego, testando durezas. A dureza 21 do António (ele disse-me que se referia ao dia do evento, dia 21, mas eu desconfio) foi pulverizada pelos caminhantes e corredores ao som da Serenata do Assobio, da brasileira Catarina Amorim, que passou, exaustivamente, durante aquela subida bem "chatinha", mas insensíveis aos que exageram, hoje, com a famigerada dureza 11 dos anos 60 e 70, em terras longínquas do norte de Portugal. Os que testaram a escala de Mohs, fizeram-no como se a dureza fosse 1, a do talco, o mineral menos duro que existe.
O assobio ouvia-se ao longe ampliado pela quietude da mata, as pancadas das sapatilhas no atapetado e agulhento piso, foram audíveis, o arfar rivalizava com a música, o assobio nas bocas dos passantes, nem ouvi-lo, as bifanas souberam a pouco e de durezas estamos conversados. Talvez uma bifana mais dura merecesse uma classificação de 4 ou 5, nunca de 21. Que tivéssemos visto o homem do restaurante não se forneceu dos cascos do animal já que ninguém perdeu os dentes na mastigação faminta depois do assobio e das durezas.
Foi mais uma jornada hilariante, saída da mente perversa do António, que se diverte, divertindo-nos. Muito bem mais uma vez. Já se está a tornar recorrente os elogios aos eventos do Pegadas. Mas que podemos fazer? Nada, é assim, nada há a fazer.
As fotos estão aqui.

terça-feira, 20 de agosto de 2019

CORRIDAS À 6ª FEIRA - ALTE - 23-08-2019

Evento: 316º
Data: 23.08.2019
Local: Aldeia de Alte - Loulé
Grau dificuldade: MÉDIO
Ponto de encontro: Junto à praia Fluvial de Alte (Piscina)
Luz: é FUNDAMENTAL (leia-se: obrigatório)
Colete refletor: é FUNDAMENTAL (leia-se: obrigatório)
Vai haver 1 percursos, de 11km com grau de dificuldade MÉDIO em termos de acumulado de subida.
O percurso vai estar sinalizado com sticks reflectores ou placas. Desde que se preste atenção nesses locais, será fácil seguir o percurso correcto. Mas é FUNDAMENTAL levar luz, já que esta sinalização só é visível de noite se tiver uma luz a incidir para poder ser reflectida.
Aquilo que se solicita é que se formem vários grupos, em função dos andamentos, mas que TODOS corram ou caminhem sempre acompanhados. ISTO É FUNDAMENTAL!
TODOS DEVEM LEVAR UM MEIO DE ILUMINAÇÃO (leia-se "obrigatório")
Praticamente todo o percurso se desenrola em zona não iluminada, por isso é FUNDAMENTAL que cada participante leve lanterna ou foco na cabeça.
CARROS E COLETES REFLECTORES:
Os percursos passam em algumas zonas de estrada sem berma, mas com pouco ou nenhum trânsito. Mesmo assim é FUNDAMENTAL seguir no sentido contrário do trânsito e levar um colete reflector. Pensem na vossa segurança;
Este é um evento aberto a todos os que queiram fazer exercício físico num local e hora onde normalmente não se atreveriam a ir sozinhos. Por isso, nada de receios em enfrentar esta distância;
Quem quiser é livre de trazer algo comestível ou bebível para partilhar e encerrar o evento em grande convívio;
Todas as sugestões são bem-vindas. Participem, divulguem e desfrutem destes eventos.
(Osvaldo Serro)

sábado, 17 de agosto de 2019

CORRIDAS À 6ª FEIRA - MONCARAPACHO - 16-08-2019

O Cerro de S. Miguel, já faz parte do histórico do Corridas à 6ª feira. É sempre uma organização excelente liderada pelo também excelente Manuel Carlos, o Presidente da União de Freguesias de Moncarapacho e Fuseta, ele também um atleta, agora lesionado num joelho o que obriga a uma paragem de 3 meses. Os elementos do grupo informal Pirilampos são uma mais valia nestas organizações e elas não se fazem sem a sua presença e experiência. Presentes 173 atletas, incluindo 15 voluntários que, lá do alto, visualizaram uma paisagem excelente, descendo aquela encosta sempre com uma lua cheia, vigilante, espreitando a descida rumo ao habitual repasto de fruta, chá e bolachas. Foi difícil? Foi sim senhor, mas foi lindo e serviu para descobrir músculos desconhecidos e para os consagrados, de treino para o Trail do dia 15 de Setembro no mesmo local.
As fotos estão AQUI.

quarta-feira, 14 de agosto de 2019

FARO, PEGADAS À 4ª FEIRA - 14-08-2019

Uma surpresa nos esperava à chegada ao Teatro das Figuras. O nosso líder, o António Santos, depois de umas merecidas férias, ali estava à nossa espera, já tinha marcado todo o percurso de hoje e vimo-lo a finalizar o evento com a recolha do material de marcações. Dá trabalho? Sim. É uma tarefa anónima e que passa despercebida a quem goza os prazeres da marcha/corrida. 
A corrida de hoje correu com normalidade, com passagem pelos viveiros de relva e por cima - que falta de respeito - de uma declaração, dramática e ansiosa, de amor a uma tal Teresa. Oh! Teresa fala lá com ele, o cavalheiro está a sofrer e como é um tímido, optou por uma mensagem no alcatrão, local propício ao sofrimento, às manifestações amorosas, ao incentivo aos ciclista que sobem até à Torre e pelos vistos, a quem não consegue subir para cima de outros obstáculos. 
Estamos a entrar na normalidade e para a semana lá nos espera mais um evento, desta vez com partida das Gambelas e com alimentação final de bifanas, desta vez no café vizinho do local de concentração. 
As fotos de hoje estão AQUI.

sábado, 10 de agosto de 2019

CORRIDAS À 6ª FEIRA - 6º ANIVERSÁRIO - 09-08-2019

E esta noite festejou-se, mais uma vez, a sexta. Quem diria que de um acontecimento fortuito e perfeitamente acidental, nasceria um grupo que cresceu, cresceu, solidificou-se e hoje é uma referência no Algarve. O Corridas faz-nos lembrar a descoberta, também acidental, da aspirina. O alemão Felix Hoffman extraía da casca do salgueiro um extrato que, julgava ele, iria combater as infecções. Ao testar esse extrato verificou que não eliminava as infecções mas que, inesperadamente, diminuía a febre. Hoffman juntou à salicina (produto extraído do salgueiro) a substância acetil e assim se inventou o ácido acetilsalicílico, ou a vulgaríssima Aspirina. 

O Corridas não precisou do Felix Hoffman nem das suas descobertas acidentais. O Corridas tinha o Luís Santos que, perante os ingredientes da primeira experiência, soube misturá-los e criar um produto novo sem enganos nem desvios. O Corridas é hoje uma vacina combatente da doença do sedentarismo. O Corridas, passado o tempo em que todos os produtos estão proibidos de serem copiados, já tem muitos genéricos espalhados pelo Algarve. O Corridas é uma inspiração, que não perdeu o fôlego, hoje mantido em força pela mão do sucessor na liderança, o Osvaldo Serro. 
O Corridas festejou hoje, pela sexta vez, o seu aniversário, onde o que menos interessava era a repetição da corrida inaugural. O que interessava era mesmo a comemoração, que decorreu de forma aceitável, com alguns desvios mais "enchouriçados" e outros menos ... próximos. Talvez fosse bom repensar o significado das palavras união e partilha. Mas foi muito bom.
O Luís conta assim a história e ele é que sabe como foi que tudo começou:
"Nove de Agosto de 2013, a Origem: 
Há seis anos - como o tempo voa - os Algarvios não saíam à noite para correr ou caminhar. Havia alguns casos isolados de "loucura" desportiva e alguns amigos de Quarteira (Quarteira Night Runners) que se lembravam de correr juntos à noite. Grupos informais de corrida/marcha? Dezenas e centenas de pessoas a correr ou a caminhar à mesma hora, no mesmo local? Isso era Ficção Científica.

Nesse ano, no final de Julho, houve alguém que reparou que ia haver noite de Lua Cheia no dia 9 de Agosto, uma sexta-Feira e, em consequência desse fenómeno lunar, ia estar maré muito vazia perto das 21:30.
"Então e se ..." daqueles momentos inocentes em que se tem uma ideia e nem se pensa nas consequências, positivas ou negativas. Uma ideia simples onde nunca se podia prever que ia gerar tanta dinâmica.
"... fizermos uma corrida na praia do Barril, que aquilo fica tipo pista de atletismo com a maré vazia?"
Da ideia à criação do evento foi um clique no Facebook.
A data foi-se aproximando e alguns clicavam em "Vou". Mas será que realmente alguém ia aparecer? Foi essa a dúvida que nos acompanhou na viagem de Olhão para Pedras Del Rey. Sim, íamos ter de percorrer cerca de 20km de carro para ir correr a uma praia, como se perto da nossa casa não houvesse a possibilidade de correr. Até isso era estranho.
Chegámos lá e já lá estavam uns. Depois apareceram outros. No total éramos 10. WOW!
Carlos Godinho, José Colaço Afonso, Miguel Domingos,  Jose Pimenta, Sílvio Horta, Isac Vilhena, Tânia Cabrita XavierLénia GamitoDelio Brito e Luís Santos.
E lá foram, num ritmo que todos conseguiam acompanhar, a correr. Chegaram ao molhe da ilha de Tavira, pararam, viram as estrelas e voltaram a correr para fazer o caminho de regresso.
No fim, em Pedras del Rey, um sentimento geral de satisfação, de um momento bem passado.
Antes de se despedirem e voltarem para casa, alguém fez outra pergunta inocente: "Então e se repetíssemos na próxima 6ª Feira, à mesma hora, num outro local?"
Tem sido assim, até hoje, ao longo de 313 semanas"
Vejam as fotos de hoje AQUI.

quarta-feira, 7 de agosto de 2019

FARO, PEGADAS À 4ª FEIRA - 07-08-2019

Não fomos ver os aviões levantar voo, nem aterrar, mas vimo-los passar lá no alto na aproximação à nossa pista, ao mesmo tempo que os turistas, que enchem a nossa cidade, também nos viam passar, admirados por verem tantos a praticar exercício físico, numa noite que convidava ao "relax" numa esplanada, levando aos lábios, indolentemente, uma "mini", ao mesmo tempo que se apreciaria a passagem de modelos à nossa frente, ou os diversos linguajares em que se transforma o nosso Algarve nesta época estival. Mas não, o Pegadas não prescinde das noites de 4ª feira. Os 141 Pegadas misturaram-se naquela Babel de línguas, passando por eles, correndo e marchando dando ao mundo o exemplo de como se vive saudavelmente em Portugal. Aprendam, deixem-se de "brexits", de racismos estéreis, de extremismos, convivam como nós neste paraíso algarvio, belo, calmo e seguro. 
Fizemos hoje o percurso tradicional, pela Doca, Largo de S. Francisco, Cais, regressando ao Teatro Municipal. Foi bom, foi oportuno mostrar a quem nos visita, como se vive o exercício entre nós. Fomos hoje um espectáculo dentro dos espectáculos que proliferam ao longo da Baixa. 
O Carlos Pereira chefiou a equipa, na ausência do inefável António Santos (o homem parece estar a melhorar da mazela plantar. Já corre nas matas de Monte Gordo o que é bom sinal). 
As fotos estão AQUI.

terça-feira, 6 de agosto de 2019

COOL RUNNERS - LOULÉ

Nos meus tempos de jovem imberbe e imaturo, vendiam-se, nas lojas da especialidade, uns livrinhos de banda desenhada pequeninos que se guardavam em qualquer minúsculo bolso. Na contracapa, se bem recordo, tinha uma frase que dizia: "tamanho não é qualidade, o miolo é que importa". 
O Cool Runners faz-me lembrar o antigo Condor Popular. Nunca foi grande, mas nunca foi minúsculo. Manteve aquele formato de bolso que o torna manuseável e de fácil leitura tal como o Condor. O editor do "livrinho", o João Serafim, vai, pacificamente, sem levantar ondas, do alto da sua modéstia, eficiente, de uma calma que até irrita, ignorando olimpicamente qualquer comentário menos apropriado, marcando os seus percursos com eficiência mas sem espavento, alternando a facilidade da cidade com saídas mais íngremes, passando do Cadoiço a Sta Luzia, do Santuário da Mãe Soberana ao Paixanito, do Cilindro à Goldra. O João faz tudo quase sempre só, a espaços ajudado pelo Luís, não refila, não se lamenta, nem pede ajuda. O João é um masoquista mas é desta massa que se fabricam os santos. O João, num dia ainda muito longínquo, terá lugar à direita de Deus Pai e será certamente o primeiro organizador de marchas/corrida no céu. Aquelas alminhas precisam de exercício físico. É que isto de passar a maior parte do tempo de joelhos a ouvir missas e em penitência não pode continuar sob pena de ninguém querer ir para lá.
Os Cool Runners formaram-se de uma dissidência de um grupo que surgiu em Loulé e que foi definhando por razões que não interessa escalpelizar agora. Os Cool foram recebendo alguns dissidentes e arregimentando outros, aumentando o seu núcleo duro e criando em todos uma unidade digna dos maiores encómios. O Cool Runners é uma realidade sem fim à vista e nós, apesar da nossa provecta idade, lá vamos todas as segundas feiras, em romaria, até Loulé saindo de lá revigorados e de alma pejada de amizade.
Os Cool são como o Condor Popular, pequenos mas de uma qualidade enorme e deixam no nosso espírito a vontade de todas as semanas, qual Condor, os adquirir e devorar numa leitura ansiosa e rápida.
Obrigado João Serafim.